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Instituto Inclusartiz e Delfina Foundation oferecem bolsa de residência artística para artista da região Sul do Brasil

Ana Rocha, Igor Simões e Kamilla Nunes são os jurados da atual edição, que irá selecionar um artista do sul do país para uma temporada de três meses em Londres 

Pelo quarto ano, o Instituto Inclusartize a Delfina Foundation se uniram para oferecer uma bolsa de residência artística de três meses em Londres a um artista visual brasileiro. Estão à frente do corpo de jurados da atual edição, que tem chamada aberta para artistas que vivem e trabalham na região Sul do país, Ana Rocha (Museu de Arte Contemporânea do Paraná), Igor Simões (Bienal Mercosul/Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) e Kamilla Nunes (Universidade do Estado de Santa Catarina/Instituto Mayer Filho). A iniciativa contemplará oito finalistas, dos quais um conquistará a vaga para a residência, que acontecerá durante a temporada de inverno da Delfina Foundation, entre 5 de janeiro e 30 de março de 2023.

Prédio da Delfina Foundation em Londres / Foto: reprodução Delfina Foundation.

As juradas que representam os Estados do Paraná e Santa Catarina buscam atributos parecidos nos projetos submetidos pelos candidatos, cuja principal interseção é a sua relevância para o que ocorre no mundo contemporâneo. 

“O mais importante é que a proposta tenha coerência e pertinência nos tempos atuais, que esteja aberta para experimentações e transformações ao longo da pesquisa/residência, que consiga articular a poética, a estética, a ética e a política e, claro, que seja factível”, afirma Kamilla Nunes. “Para todo o processo de seleção relacionado à arte contemporânea, me parece muito importante a atenção em projetos que tensionem ou que de alguma forma estejam conectados com as questões urgentes do tempo presente, do momento em que estamos vivendo”, conta Ana Rocha.

Igor Simões revela buscar nos aplicantes ideias que vão ao encontro de seu principal campo de pesquisa, o da cultura negra. 

“Minha pesquisa está centrada, tanto no campo da curadoria quanto no da história da arte, na experiência afrodiaspórica na arte brasileira. Um dos meus interesses aqui é poder entrar em contato com diferentes gerações dentro dessa geografia ao sul do país para poder pensar como a produção ‘racializada’ como negra no Brasil se apresenta nesse contexto. Eu acho que apresentar a dimensão dessa produção traz elementos para o debate que nem sempre estão postos”, conclui.

Por meio desta parceria, parte do projeto do Instituto Inclusartiz de contribuir para a exposição e presença internacional de artistas e curadores brasileiros, o programa de residências artísticas da Delfina Foundation já recebeu nomes como Manauara Clandestina, Maxwell Alexandre e Vivian Caccuri. A última edição, voltada a artistas da região Centro-Oeste do Brasil, realizada em 2021, selecionou o goiano Talles Lopes. 

Abertas desde o dia 14 de julho, as inscrições para a chamada aberta se encerram no dia 28 de agosto, por meio do edital e do formulário disponibilizados abaixo.

>> Confira o Edital completo.
>> Acesse o formulário de inscrição.

A artista Manauara Clandestina, do Amazonas, participou do programa de residência durante o ano de 2020. Foto: reprodução Delfina Foundation.

SOBRE O ANFITRIÃO

A Delfina Foundation é mais do que a maior residência internacional de Londres – é um lar onde a próxima geração de artistas, curadores e pensadores contemporâneos são apoiados e nutridos. Com sede em duas casas eduardianas renovadas perto do Palácio de Buckingham, a Delfina Foundation é uma organização independente e sem fins lucrativos dedicada a promover o talento artístico e facilitar o intercâmbio por meio de residências e programas públicos que variam de workshops a exposições, tanto no Reino Unido quanto com parceiros internacionais.