22 de junho de 2023

Laboratório Amazônico: estreia do projeto apresenta trabalho da artista Laura Vinci

No mês em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Instituto Incluzartiz lança o programa Amazônia, agora, projeto multidisciplinar que convida o público a se aproximar dos olhares que partem da maior floresta tropical do mundo e de seus múltiplos agentes. Por meio da união de produções e pesquisas pensadas a partir do complexo amazônico, o novo projeto permanente do instituto, que conta com patrocínio da Icatu, do VLT Carioca e do Instituto CCR, será dividido em três eixos: expositivo — que contará com uma série de exposições, coletivas e individuais, de narrativas e pesquisas em torno de artistas e da cultura visual amazônica; experimental — uma programação de estudos, conversas, oficinas e projeções de obras audiovisuais intitulada Laboratório Amazônico —; e pesquisa — ativação de parcerias e residências com outras organizações, instituições e projetos artísticos que estabeleçam intercâmbios entre vozes de diferentes estados.

No dia 24 de junho, além da abertura da exposição O Sagrado na Amazônia, os visitantes do Centro Cultural Inclusartiz também poderão conferir, sendo exibida pela primeira vez no Rio de Janeiro, a instalação de grande escala No ar (2017), da artista paulistana Laura Vinci, como primeira atividade do Laboratório Amazônico, coordenado pelo curador-chefe da instituição, Victor Gorgulho.

A obra, que ocupará os jardins do Centro Cultural Inclusartiz, consiste em um engenhoso sistema de vaporização a frio que velozmente é capaz de formar grandes massas de ar semelhantes a nuvens, curiosamente pendendo tanto para o chão do espaço quanto lentamente erguendo-se e dissipando-se no ar. Tal resultado é possível por conta da estrutura mecânica da obra, formada por pequenos bicos de aspersão que, funcionando em alta pressão, são acionados por uma bomba capaz de soltar a água com tamanha força, que suas gotas ganham uma característica incomum, ficando entre o estado gasoso e o líquido.

“É este movimento pendular que nos remete aos rios voadores que formam-se como imensos volumes de vapor de água que vêm do Oceano Atlântico, precipitam-se sob a forma de chuva na imensidão amazônica, e seguem até os Andes, encontrando a muralha rochosa presente nesta região, os fazendo desviar e flutuar sobre a Bolívia, o Paraguai e sobre estados brasileiros como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo; por vezes, estas massas de ar chegam a alcançar até o Paraná, Santa Catarina e mesmo o Rio Grande do Sul, evidenciando a verdadeira vocação “pulmonar” desempenhada pela Floresta Amazônia sobre todo o Brasil – e além”, explica Gorgulho.

SERVIÇO

Laboratório Amazônico

Abertura: sábado, 24 de junho, das 11h às 18h
Visitação: terça-feira a domingo, das 11h às 18h, até 17 de setembro
Centro Cultural Inclusartiz — Rua Sacadura Cabral, 333, Gamboa.
Entrada gratuita