CHRIS SHARP

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Chris Sharp (n. 1974, EUA) é um escritor e curador independente, morando atualmente na Cidade do México, onde ele e o artista mexicano Martin Soto Climent conduzem o espaço do projeto Lulu. Uma seleção de recentes exposições incluem The Secret and Abiding Politics of Stones (2015-2016) na Casa del Lago, Cidade do México; The Lulennial: A Slight Gestuary at Lulu, Cidade do México, co-curadoria com Fabiola Iza (2015); The Registry of Promise na La Fondazione Giuliani, Roma, 2014, Le Parc St. Léger, Pougues-les-Eaux, França, 2014, Le Crédac, Ivry, França, 2014 e De Vleeshal, Middelburg, Holanda, 2015; A 12th Swiss Sculpture Exhibition em Biel/Bienne, Suíça, chamada de Le Mouvement, co-curadoria com Gianni Jetzer, 2014; e Manners of Matter, Salzburger Kunstverein, Salzburg, 2014. Editor colaborador da Art Review e da Art-Agenda, e seus textos apareceram em diversas revistas, publicações online e catálogos.

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PROJETO

Durante uma semana, o curador dividiu a residência artística com o artista Christopher Page, seguindo o seu processo de produção no Rio de Janeiro. Ao final desse período, Sharp escreveu um texto sobre seu trabalho com Page.

“Trabalhar com Page foi de fato uma experiência especial e muito conveniente. Foi uma sensação de uma visita de uma semana a um estúdio, no qual Chris e eu conversamos sobre arte em geral, tendo otimas conversas , enquanto olhava para a arte e conhecia a cidade. Assim, quando chegou a hora de escrever um texto para ele, senti que realmente tinha muito o que trabalhar, o que é uma experiência muito única ”.

Leia abaixo o texto curatorial sobre o projeto:

Residuais

Por Chris Sharp

Jogando com anonimato da mão, trabalho, luz, o interior, questões de opacidade e estruturas de apoio, Christopher Page criou um conjunto de pinturas quasi-site-specific para o Programa Internacional de Residência Artística do Instituto Inclusartiz no Rio de Janeiro.

Para este conjunto de obras, Page afastou-se do habitual apoio da tela em um alongador e está pintando em superfícies especialmente concebidas a partir de drywall montado em tachas de metal que imitam o interior opaco, fechado da casa.

As próprias obras procuram refletir e revelar a luz do ambiente, enquanto hospedam as superfícies rasas e “trompe-l’oeil” (tecninca artistica que “engana o olho” usada em pintura ou arquitetura) pelo qual Page é conhecido.

Ao fazê-lo, Page continua seu interrogatório dos fundamentos da pintura, tais como o apoio, superfície, opacidade, ilusão e profundidade, que ele compara com a estrutura da casa, o modo como ela é formada por uma miríade de gestos anônimos e invisíveis , e, finalmente, fechada.

More about the curator

Chris Sharp (n. 1974, EUA) é um escritor e curador independente, morando atualmente na Cidade do México.

Uma seleção de exibições e projetos incluem:

2015

An Archive of Stones…, KIM? Contemporary art center, Riga, Latvia; The Secret and Abiding Politics of Stones, La Casa del Lago, Cidade do México; The Lulennial: A Slight Gestuary, co-curadoria com Fabiola Iza, Lulu, Cidade do México; The Registry of Promise: The Promise Literature, Soothsaying and Speaking in Tongues, De Vleeshal, Middelburg, Holanda;
2014

The Registry of Promise: The Promise of Moving Things, Le Crédac, Ivry, França; Manners of Matter, Musée du Château des ducs du Wurtemburg, Montbeliard, França; A 12th Swiss Sculpture Exhibition in Biel/Bienne, Switzerland, chamada de Le Mouvement, co-curadoria com Gianni Jetzer; The Registry of Promise: The Promise of Multiple Temporalities, Parc St. Léger, Pougues-les-Eaux, França; The Registry of Promise: The Promise of Melancholy and Ecology, La Fondazione Giuliani, Roma; Manners of Matter, Salzburger Kunstverein, Salzburg; Stay in Love, uma exposição divida em duas partes e exposta na Lisa Cooley gallery e Laurel Gitlen gallery, Nova Iorque;
2013

Notes on Neo-Camp, Office Baroque gallery, Antuérpia, excursionando pelo Studio Voltaire, Londres, em junho do mesmo ano; Seeing is Believing, uma exposição solo de Jochen Lempert, Norma Mangione gallery, Turin;

2012

Mexico City Blues, Shanaynay, Paris; Smeared with the Gold of the Opulent Sun na Nomas Foundation, Roma; Bouvard and Pécuchets Compendious Quest for Beauty, co-curadoria com Simone Menegoi, na David Roberts Art Foundation, Londres,
2011

Antic Measures Galerija Gregor Podnar, Berlin; Under Destruction, co-curadoria com Gianni Jetzer, no Museum Tinguely, Basel, 2010, viajando para o Swiss Institute, Nova Iorque; The Moment Pleasantly Frightful na Laura Bartlett Gallery, Londres;

2010

A performance 13 Pieces, 17 Feet, colaborando com  Becky Beasley na Serpentine Gallery; Still Vast Reserves at Gertrude Contemporary, Melbourne, Austrália, 2010, co-curadoria com Emily Cormack e Alexie Glass-Cantor; In Which the Wind is Also a Protagonist na La générale en manufacture, Sèvres, França,

2009

The Zero Budget Biennial 2009-10, co-curadoria com Joanna Fiduccia, viajando de Paris para Milan, Londres e Berlin; uma pesquisa solo sobre o trabalho de  Alexander Gutke na Culturgest, Porto, viajando para o MoCAD, Detroit;

2008

Disarming Matter, Dunkers Kulterhus, Helsingborg, Suécia.

Em 2012, ele foi pré-selecionado como candidato para a curadoria da 8ª Bienal de Berlim (2014).

Além de organizar um programa contínuo de um ano de exposições de artistas mexicanos emergentes na kurimanzutto gallery, na Cidade do México. As próximas exposições incluem Against Nature na The Prague National Gallery, em Praga, em outubro de 2016; Milks and Sands, Pivô, São Paulo, em abril 2017, além de uma pesquisa sobre Tom Wesselmann para o Le Nouveau Musée National de Monaco, para o verão de 2017. Ele também será co-curador da Juan Canela Opening, em Arco, Madri de 2016.

Ele co-dirige, junto ao artista Martin Soto Climent, o espaço do projeto Lulu na Cidade do México. Inaugurado em abril de 2013, o espaço Lulu, recebeu mais de uma dezena de exposições de artistas como Lucas Arruda, Melanie Smith, Lisa Oppenheim, Nina Canell, Kate Newby e muitos outros, bem como inaugurando o aclamado Lulennial, uma micro bienal dividida em três partes e co-curadoria com Fabiola Iza, no início de 2015.

Anteriormente foi editor de notícias da Flash Art e editor especial da Kaleidoscope, ele agora é editor colaborador da Art Review e Art-Agenda, e seus textos apareceram em várias revistas e publicações online, incluindo a Artforum, Fillip, Afterall, Mousse, Metropolis M, Spike, Camera Austria, Artpress, entre outras. Ele colaborou com textos críticos para publicações sobre o trabalho de artistas como Michael E. Smith, Jochen Lempert; Jean-Luc Moulène, Simon Dybbroe Møller, Dane Mitchell, Roman Ondàk, Michael Dean, Christian Andersson, Ian Kiaer, Nina Canell, Lara Favaretto, Nina Beier e Owen Terra entre muitos outros.

Ele foi curador residente de Far Away So Close, Malmö, na Suécia, em 2008; Gertrude Contemporary, Melbourne em 2009; ACAX, Budapeste, em 2010; Nomas Foundation, Roma, em 2011; Soma, Cidade do México em 2012, e o Belvedere, em Viena, de 2014. Fez parte de numerosos júris como para o prêmio BES Revelação, Fundação Serralves, Porto e artista em programa de residência, Dar al Ma’mum, Marrakech, além de palestrante e participante em mesas redondas, em muitas ocasiões para instituições como a Diverse Works, Houston; MAMM, Medellín; LAXART, Los Angeles; The Walker Art Center, Minneapolis; Rupert, Vilnius; CCA, Tel Aviv; ICA, Londres; Artspace, Auckland; Fondation Ricard, Paris; O Palais de Tokyo, em Paris; e Soma, Cidade do México, entre outros.

Além disso, suas exposições e projetos têm recebido atenção da crítica em Artforum, Frieze, Texte zur Kunst, Art Review, Spike, Metropolis M, The New York Times, Le Monde, El Pais, Art-Agenda, além de muitas outras publicações, jornais, sites e blogs.