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Instituto Inclusartiz lança programa de aquisição de obras de arte contemporânea para celebrar os seus 25 anos de história

“Clube dos 25” será oficialmente lançado na ArtRio 2022 com trabalhos dos artistas Jota Mombaça, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre, Talles Lopes e Vivian Caccuri

O Instituto Inclusartiz lança em setembro, durante a ArtRio, que este ano será realizada entre os dias 14 a 18, um programa de aquisição de obras de arte contemporânea produzidas por artistas proeminentes na cena nacional e internacional. Intitulado “Clube dos 25” – em referência ao quarto de século que a instituição completa em 2022 –, o projeto selecionará anualmente cinco artistas para desenvolver obras inéditas, de tiragem limitada, criadas unicamente para o programa.

Sob a chancela de Frances Reynolds, fundadora do Inclusartiz e membro do conselho de instituições renomadas, o Clube dos 25 pretende contribuir na formação de novos talentos, apoiar iniciativas do setor e arrecadar recursos para atividades no centro cultural do instituto e seu programa de residência.

Nesta primeira edição, o clube contará com trabalhos de Jota Mombaça, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre, Talles Lopes e Vivian Caccuri; artistas com origens e pesquisas distintas entre si, mas que circunscrevem em seus trabalhos uma gama de questões em voga na arte contemporânea brasileira, revisitando a história mediante uma postura crítica em relação ao presente.

Os colecionadores que se afiliarem ao clube receberão, além das obras adquiridas, uma série de benefícios exclusivos, como uma visita guiada trimestral às exposições sediadas no Centro Cultural Inclusartiz; acesso privado aos open studios realizados com os artistas participantes do programa de residências; convites para eventos de inauguração das exposições realizadas ou apoiadas pelo instituto; um jantar anual exclusivo para apoiadores e artistas vinculados ao Inclusartiz e acesso à apresentação da pesquisa artística dos residentes.

SOBRE OS ARTISTAS

Jota Mombaça

Artista interdisciplinar cujo trabalho deriva de poesia, teoria crítica e performance. Sua prática está relacionada à crítica anticolonial e à desobediência de gênero. Através da performance, ficção visionária e estratégias situacionais de produção de conhecimento, pretende ensaiar o fim do mundo tal como o conhecemos e a figuração do que vem depois de desalojarmos o sujeito colonial-moderno de seu pódio. Participou do programa IMS Convida (RJ/SP), teve seus trabalhos expostos na 34ª Bienal de São Paulo (SP), no Sesc Pompeia (SP), no Museu de Arte do Rio (RJ), entre outros.

Visando a continuidade da vida-obra da artista, em 2021 o Instituto Inclusartiz colaborou com o ingresso de Jota Mombaça na Rijksakademie (NE), a partir da aquisição de cinco obras da série “Pacto ( #2 –  #6)”. Objetos estes que derivam da obra “A GENTE COMBINAMOS DE NÃO MORRER”, constituída por uma série de performances e bandeiras criadas durante os anos de 2018 e 2019. “A GENTE COMBINAMOS DE NÃO MORRER” foi apresentada em diversos contextos – como The Art of Madness (Kunsthal Charlottenborg, De, 2018), Echoes of the South Atlantic (Goethe Institut, BR, 2018), Desuniversalitzar el Món (MacBA, ESP, 2019), dentre outros – e, desde dezembro de 2020, integram o acervo permanente da Kadist Foundation (EUA/FR).

Obra “A Lilith Iyapo” (2022), de Jota Mombaça, presente no Clube dos 25 / Foto: Thales Leite

Marcela Cantuária

Marcela Cantuária (1991) é uma artista brasileira que vive e trabalha no Rio de Janeiro. Desenvolve pinturas que entrelaçam imagens históricas advindas do universo da política a representações da cultura visual contemporânea. Parte de suas invenções pictóricas advém de sua pesquisa sobre as lutas travadas por mulheres ao redor do mundo. Cantuária elabora narrativas de enfrentamentos a sociedade estruturada no machismo e na misoginia, e assim cria seus vocábulos cujas particularidades são coesas com seu processo criativo, com sua paleta cromática e com as articulações que surgem das camadas abertas e latentes de suas tintas. Incentivada pelo Instituto Inclusartiz, inaugurou em fevereiro de 2022 a obra inédita “A invocação do passado na velocidade do agora” dentro do circuito da ARCO, Feira Internacional de Artes de Madri. Criada in loco e especialmente para o evento, a pintura em óleo e acrílico está exposta junto com um vídeo de making of do painel, no CentroCentro, espaço cultural situado no Palácio de eCibeles, sede da Câmara Municipal da capital espanhola, onde a carioca está em residência artística.

Além do painel, também está em cartaz no local um curta documental sobre a ação socioambiental realizada pela artista em Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí. A ação,  batizada de “Murais Caju – Manatí”, idealizada pelo Instituto Inclusartiz, convidou Cantuária a pintar muros e fachadas nas principais ruas da cidade piauiense para chamar a atenção para a preservação do peixe-boi, verdadeiro símbolo da região. A artista compartilhou seu talento para ajudar na construção de uma nova identidade visual dos espaços urbanos do município, comandando oficinas de arte com a comunidade local.

Obra da sérieO eterno retorno” (2022), de Marcela Cantuária, presente no Clube dos 25

Maxwell Alexandre

Nascido no Rio de Janeiro em 1990, Maxwell Alexandre formou-se em Design pela PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) no ano de 2016. A poética urbana do artista passa pela construção de narrativas e cenas estruturadas a partir de suas vivências cotidianas pela cidade e na Rocinha, local onde reside e trabalha. Em 2018, participou das coletivas “Recortes da Arte Brasileira”, na Berlin Art Fair, “Crônicas urgentes”, na Fortes D’Aloia & Gabriel (São Paulo), e “Abre alas 14”, n’A Gentil Carioca (Rio de Janeiro), e apresentou sua primeira individual “O batismo de Maxwell Alexandre”, também n’A Gentil. Foi neste mesmo ano que o artista integrou a premiada exposição “Histórias afro-atlânticas”, no Masp.

Obra sem título (2022), de Maxwell Alexandre, presente no Clube dos 25 / Foto: Thales Leite

Talles Lopes

Talles Lopes (1997) nasceu e trabalha em Anápolis, Goiás. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), já participou de mostras como a XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo (CCSP); a exposição “Vaivém”, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB); e a 7ª edição do EDP nas Artes, no Instituto Tomie Ohtake. Revisitando uma série de documentos históricos, como publicações, catálogos de exposições e representações cartográficas, o artista vem elaborando uma série de mapas investigando a construção da ideia de um “Brasil moderno” como uma contraditória atualização de um imaginário colonial. Ao mesmo tempo, seu trabalho vem se dedicando às tensões existentes na apropriação e reinvenção dos ícones da arquitetura moderna por diferentes arquiteturas não-oficiais no interior do Brasil.  Em 2021, foi selecionado para a Residência Artística na Delfina Foundation, em Londres, promovida em parceria com o Instituto Inclusartiz, que abriu uma open call para artistas do Centro-Oeste brasileiro.

Obra “Jardim de aclimatação” (2022), de Talles Lopes, presente no Clube dos 25 / Foto: Thales Leite

Vivian Caccuri

Vivian Caccuri utiliza o som como veículo para cruzar experimentos de percepção em questões relacionadas a condicionamentos históricos e sociais. Por meio de objetos, instalações e performances, seus trabalhos criam situações que desorientam a experiência diária e, por consequência, interrompem significados e narrativas aparentemente tão entranhadas como a própria estrutura cognitiva. Vivian já desenvolveu projetos em diversas cidades do Brasil e exterior, incluindo Amazônia, Accra, Detroit, Helsinki, Novo México, Viena, Veneza, Kiev, Valparaíso, Sul da Índia, entre outras.

Obra “Nuvem em preto” (2022), de Vivian Caccuri, presente no Clube dos 25 / Foto: Thales Leite

SERVIÇO

Lançamento do Clube dos 25

ArtRio 2022 – 14 a 18 de setembro

Marina da Glória, Rio de Janeiro – RJ

Estande I 03