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Instituto Inclusartiz recebe primeiras selecionadas para o programa de residências artísticas de 2022

A artista belenense Moara Tupinambá e a curadora recifense Paulete Lindacelva iniciam pesquisa de quatro semanas no centro cultural do instituto a partir do dia 6 de junho

O Instituto Inclusartiz inicia a partir da próxima segunda-feira, dia 6 de junho, a nova edição de seu renomado programa de residências artísticas. A artista belenense Moara Tupinambá e a curadora recifense Paulete Lindacelva compõem a primeira de quatro duplas a ocuparem ao longo de um mês o centro cultural do instituto, no bairro da Gamboa, Região Portuária do Rio de Janeiro.

A atual edição da iniciativa, uma das mais completas e relevantes do gênero no país, recebeu mais de 530 inscrições para a chamada aberta realizada no início deste ano, que contemplou o Brasil de Norte a Sul, bem como as nações da África Meridional. Os outros seis talentos nomeados são as artistas Filomena Mairosse (Maputo, Moçambique), Naiara Jinknss (Belém) e Patfudyda (Rio de Janeiro); e as curadoras Brígida Campbell (Belo Horizonte – MG), Mariana Souza (Recife) e Mkutaji Wa Nija (Pretória, África do Sul) .

Também integram o programa de residências em 2022 a artista gaúcha Luísa Brandelli, escolhida através de uma parceria do Inclusartiz com a SP-Arte, e mais um nome a ser definido em iniciativa semelhante com a feira Arte Pará, que acontece em julho.

Artista multiplataforma, Moara Tupinambá utiliza desenho, pintura, colagens, instalações, escrita, vídeo-entrevistas, fotografias e literatura numa poética que percorre cartografias da memória, identidade, ancestralidade e reafirmação tupinambá na Amazônia.

Ao longo da residência, Moara irá criar um Códex Tupi, baseado nos códex Astecas e Maias. A artista pretende resgatar a história Tupi, inserindo-a em um tipo de escrita gráfica que resgata uma pedagogia indígena para a contemporaneidade. O conteúdo será traçado não apenas por visitas a acervos e pela pesquisa de documentos, mas também por entrevistas que investigam as lutas atuais de sua etnia.

“É importante denunciar quais foram as estratégias de apagamento e diluição de nossa identidade, assim como demarcar os elementos comuns entre os Tupinambás da Amazônia e de outras regiões, tais como o Rio de Janeiro”, afirma a artista.

Recifense radicada em São Paulo, a curadora independente, DJ, artista visual e apresentadora Paulete Lindacelva tem sua produção permeada por questões de raça, desobediência de gênero e políticas de afirmação e oralidade.

O seu trabalho de pesquisa busca desdobrar atividades que já vinha realizando anteriormente, em formato de podcasts, programações de cinema e materiais impressos, que traziam reflexões a respeito dos impactos na vida de pessoas LGBTQIAP+, exacerbados durante estes últimos anos de pandemia. No projeto submetido para o Inclusartiz, Paulete pretende construir uma revista ou arquivo impresso com um conjunto de obras transdisciplinares que reflitam sobre vida, morte, território e redistribuição de violência da população LGBTQIAP+. Também está aberta a desdobrar a pesquisa em outras mídias, como podcasts e exposições.

SOBRE O PROGRAMA DE RESIDÊNCIAS

O Programa de Residências Artísticas do Instituto Inclusartiz tem como objetivo incentivar a produção, a pesquisa e a reflexão em arte contemporânea. Ao longo de seus 25 anos de história, o instituto recebeu artistas, curadores e acadêmicos, do Brasil e do exterior, cujos projetos visam construir pontes entre suas investigações e a comunidade artística local.

Recepcionados na sede, no Rio de Janeiro, ou em instituições parceiras, como a Delfina Foundation, em Londres, e a Rijksakademie, em Amsterdã, os residentes contam com apoio curatorial personalizado e auxílio em pesquisa, em um período de quatro, oito ou mais semanas. Como resultado, possibilita-se a realização de exposições, workshops, palestras, mesas de debate e encontros públicos no Centro Cultural Inclusartiz, bem como em outras instituições de arte, universidades e escolas.

Com o desejo de intensificar o diálogo para além do eixo do sudestino, o instituto lançou em 2022 uma convocatória aberta para todo o Brasil e países da África Meridional, a fim de selecionar candidatos para integrar o programa de residências artísticas, na qual se obteve mais de 530 inscrições como resposta.

INSTITUTO INCLUSARTIZ ANUNCIA JÚRI DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS DE 2022

Ana Beatriz Almeida, André Severo, Fernanda Lopes, Gleyce Kelly, Marília Panitz e Vânia Leal, nomes experientes do segmento das artes visuais, estão à frente do processo seletivo que contempla as cinco regiões do Brasil e os países da África Meridional

Inscrições para o edital do projeto, que já recebeu nomes como Valeska Soares, Hans Ulrich Obrist, Maxwell Alexandre, Xadalu Tupã Jekupé e Vivian Caccuri, se encerram no dia 13 de fevereiro

À frente de um dos mais importantes e completos programas de residências artísticas do país, o Instituto Inclusartiz iniciou o ano de 2022 com uma chamada aberta para artistas, curadores e pesquisadores de arte de todas as regiões do Brasil se inscreverem no processo seletivo do projeto. Pela primeira vez, o processo de seleção contemplará também candidatos oriundos dos países da África Meridional (Botsuana, Comores, Eswatini, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Ilhas Maurício, República das Seicheles, Zâmbia e Zimbábue), ampliando ainda mais a missão do instituto de promover o intercâmbio cultural com outros países através da inclusão e da diversidade. 

O corpo de jurados traz seis experientes curadores e pesquisadores do segmento de cultura e artes visuais, representando todo o Brasil (veja os currículos abaixo): Ana Beatriz Almeida, André Severo, Fernanda Lopes, Gleyce Kelly, Marília Panitz e Vânia Leal. Ao final do processo seletivo serão escolhidos oito nomes (quatro artistas e quatro curadores/pesquisadores) para ingressarem no programa de quatro semanas, cuja base será na nova sede do Inclusartiz, um recém-reformado casarão de 1906 situado na Praça da Harmonia, no bairro da Gamboa, no Centro do Rio. 

Os interessados devem ter experiência mínima de seis meses dentro do campo da arte contemporânea ou em áreas correlatas (dança, cinema, moda, arquitetura, filosofia, antropologia, ciências sociais etc.), além de justificarem no formulário como a residência seria capaz de contribuir para o desenvolvimento de suas práticas.

O programa pretende receber um amplo espectro de nomes atuantes no cenário de arte contemporânea, que terão uma bolsa-auxílio para o trabalho de pesquisa e apoio curatorial personalizado, com atividades de acompanhamento, promoção e exposição, de modo a construir um espaço de diálogo múltiplo e diverso. 

Ao longo do programa, que nos últimos anos já recebeu nomes como Valeska Soares, Hans Ulrich Obrist, Maxwell Alexandre, Xadalu Tupã Jekupé e Vivian Caccuri, entre outros, serão ofertados também visitas a ateliês e instituições, encontros com curadores e pesquisadores, bem como indicações de leitura pela equipe de residência do Instituto Inclusartiz. A ideia é oferecer aos residentes a oportunidade de se envolver na cena artística brasileira por meio de atividades estruturadas e independentes, promovendo o acesso a um programa de atividades e visitas a organizações culturais do país.

ANA BEATRIZ ALMEIDA

Mestre em História e Estética da Arte pelo MAC/USP, Ana Beatriz Almeida concentra suas pesquisas em artistas africanos e da diáspora africana e ritos de morte. Atualmente é consultora curatorial do MAC-Niterói e observadora estrangeira na restituição de artefatos beninenses. Curadora e cofundadora da plataforma de arte 01.01, instituição sem fins lucrativos que promove experiências com arte Africana e afro-diaspóricas, Ana Beatriz foi nomeada ao Prêmio Pipa em 2021. Sua obra “Kalunga” foi selecionada para fazer parte da nova coleção de artistas negros de Inhotim e, durante o ano de 2020, sua obra “Onira” fez parte do Clube de Colecionadores do MAM-Rio. Curadora convidada no Glasgow International 2020/2021, fez residência curatorial no Ano Institute (Gana), Zinsou Institute (Benin) e CCA Lagos (Nigéria), cujo resultado é a performance de longa duração “Gunga”, um ciclo de dez anos de ritos de morte que terminou com seu encontro com a família Almeida, do Benin, e sua iniciação na cultura vodu da família. Trabalhou na UNESCO de 2012 a 2014 como pesquisadora cultural na Bahia (Brasil). Foi selecionada para a X Bienal do Recôncavo com os primeiros ciclos de ritos de morte do Gunga intitulados Banzo. Como intelectual, é professora do Black Feminism-Berkley University Summer Program Abroad. Ana Beatriz Almeida nasceu em Niterói, mas vive e trabalha entre São Paulo e Londres.

ANDRÉ SEVERO 

Mestre em poéticas visuais pela UFRGS, André Severo iniciou, em 2000, ao lado de Maria Helena Bernardes, as atividades de Areal, projeto que se define como uma ação de arte deslocada e aposta em situações transitórias capazes de desvincular a ocorrência do pensamento contemporâneo dos grandes centros urbanos e de suas instituições culturais. Realizou mais de uma dezena de filmes e instalações audiovisuais e publicou, entre outros, os livros “Consciência errante, Soma” e “Deriva de sentidos”. Em 2010 foi responsável, também em conjunto com Maria Helena Bernardes, pela curadoria da mostra “Horizonte expandido”proposta expositivo/reflexiva que almejou propiciar um maior contato do público brasileiro com experiências artísticas radicais que inauguraram um importante debate sobre as formas de compartilhamento da arte. Ao lado de Luis Pérez-Oramas, foi curador da 30ª Bienal de São Paulo – A iminência das poéticas e da representação brasileira na 55ª Bienal de VenezaEntre os anos de 2015 e 2017 realizou “Metáfora”, com Paula Krause, “Espelho e Labirinto” e as três partes da trilogia de exposições intitulada “El Mensajero”.  Em 2018, em conjunto com Marília Panitz, assinou a curadoria da exposição “100 anos de Athos”, realizada nos Centros Culturais Banco do Brasil de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, em homenagem ao centenário de nascimento de Athos Bulcão. Ainda em 2018, em parceria com Fernando Cocchiarale e Marília Panitz, publicou “Artes Visuais – Ensaios Brasileiros Contemporâneos”, pela Funarte, antologia de ensaios que tem como objetivo apresentar um panorama inédito da produção ensaística contemporânea brasileira em campos distintos do saber. Em 2021, juntamente com Paulo Herkenhoff, realizou “Arquiperiscópio”, exposição individual com caráter retrospectivo que ocupou os quatro andares do Oi Futuro no Rio de Janeiro. Entre suas principais premiações destacam-se o Programa Petrobrás Artes Visuais, em 2001; o Prêmio Funarte Conexões Artes Visuais, em 2007; o Projeto Arte e Patrimônio, em 2007; o Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais, em 2009; o V Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, em 2010; o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição, em 2013; o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, em 2014; o XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, em 2015; e o Prêmio Sérgio Milliet da ABCA, em 2018, pelo livro “Artes Visuais – Ensaios Brasileiros Contemporâneos”. André nasceu em Porto Alegre, mas vive e trabalha em Canela, no Rio Grande do Sul. 

FERNANDA LOPES

Crítica de arte, pesquisadora e doutora pela Escola de Belas Artes da UFRJ, Fernanda Lopes é Diretora Artística do Instituto Pintora Djanira, membro do Conselho Editorial da revista Concinnitas (UERJ) e professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde também foi aluna. Organizou, ao lado de Aristóteles A. Predebon, o livro “Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite” (Tamanduá-Arte, 2016). Escreveu os livros “Área Experimental: Lugar, Espaço e Dimensão do Experimental na Arte Brasileira dos Anos 1970” (Bolsa de Estímulo à Produção Crítica, Minc/Funarte, 2012) e “Éramos o time do Rei – A Experiência Rex” (Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, Funarte, 2006). Foi curadora adjunta do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2016-2020), curadora associada do Centro Cultural São Paulo (2010-2012), e curadora convidada da Sala Especial do Grupo Rex na 29ª Bienal de São Paulo (2010). Atualmente é curadora adjunta da exposição “Maria Martins – Desejo Imaginante” no MASP (2021-2022) e na Casa Roberto Marinho (2022). Em 2017 recebeu, ao lado de Fernando Cocchiarale, da Associação Brasileira dos Críticos de Arte (ABCA) o prêmio Prêmio Maria Eugênia Franco (destinado à curadoria de exposição, em 2016) pela curadoria da exposição “Em Polvorosa – Um panorama das coleções MAM-Rio”. Fernanda nasceu e trabalha no Rio de Janeiro. 

GLEYCE KELLY HEITOR

Educadora e pesquisadora, Gleyce Kelly Heitor é licenciada em História (UFPE), mestra em Museologia e Patrimônio (Unirio-Mast) e doutora em História Social da Cultura (PUC-RJ). Atualmente ocupa o cargo de diretora de Educação e Pesquisa na Oficina Brennand. Foi diretora do Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake (2021), gerente de Educação e Participação do MAM Rio (2020-2021), coordenadora pedagógica da Elã – Escola Livre de Artes (Galpão Bela Maré – Observatório de Favelas – 2019, 2020/21), coordenadora de ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2019) e assessora e coordenadora pedagógica da Escola do Olhar – Museu de Arte do Rio (2012-2017). Desenvolveu, através de uma bolsa de cooperação internacional, estágio na Diretoria de Mediação e Programação Cultural do Museu do Louvre (2016). Publicou os livros “O pensamento museológico de Gilberto Freyre” (Editora Massangana, 2017), em co-autoria com Mário Chagas, Crítica de arte em Pernambuco (Azougue, 2012), em co-autoria com Clarissa Diniz e Paulo Marcondes Soares e “Gilberto Freyre: Coleção Pensamento Crítico” (Funarte, 2010), em co-autoria com Clarissa Diniz. Pesquisa as relações entre arte contemporânea e educação; as interfaces entre a museologia e o pensamento social brasileiro; o direito à memória e as relações entre os museus e os movimentos sociais. Gleyce nasceu e trabalha em Recife, bem como no Rio de Janeiro.

MARÍLIA PANITZ SILVEIRA

Mestre em Arte Contemporânea: teoria e história da arte, Marília Panitz Silveira foi professora na Universidade de Brasília, de 1999 a 2012, dirigiu o Museu Vivo da Memória Candanga e o Museu de Arte de Brasília. De 1994 a 2013, atuou como pesquisadora e coordenadora de programas educativos em exposições. Atua como crítica de arte e curadora independente, com projetos como: “Felizes para Sempre”, Coletivo Irmãos Guimaraes BSB, Curitiba e SP, 2000/2001; “Gentil Reversão”, BSB, RJ 2001/2003; “Rumos Visuais Itaú Cultural”, 2001/03 e 2008/10; “Azulejos em Lisboa Azulejos em Brasília: Athos Bulcão e a azulejaria barroca”, Lisboa, 2013; “Vértice – Coleção Sergio Carvalho”, nos Correios em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo 2015| 2016; “100 anos de Athos Bulcão” CCBB Brasilia, Belo Horizonte São Paulo e Rio de Janeiro, 2018-9; “O Jardim de Amílcar de Castro: neoconcreto sob o céu de Brasília”, no CCBB-Brasila, 2022-24. Realiza projetos com ênfase na produção artística do Distrito Federal e na formação de uma visualidade determinada pela cidade nova; e em mapeamento da cena cultural de espaços não hegemônicos. Marília nasceu no Rio Grande do Sul, mas vive e trabalha em Brasília. 

VÂNIA LEAL MACHADO

Mestre em Comunicação, Linguagem e Cultura, Vânia Leal Machado é docente da Secretaria de Educação desde 2004, docente da Faculdade FIBRA – Faculdade Brasil Amazônia e Coordenadora e Curadora Educacional do Projeto Arte Pará desde 2007. Atua na área de curadoria e pesquisa em Artes, tendo participado de júris de seleção e premiação e organizações de salões como o 9º Salão de Arte Contemporânea SESC Amapá, em 2013; Salão UNAMA de Pequenos Formatos; da curadoria das exposições individuais de Flavya Mutran, Odair Mindelo e Elciclei Araújo, no Edital do Banco da Amazônia, e do mapeamento da região norte no “Projeto Rumos Itaú Cultural de Artes Visuais”, edição de 2011. Foi consultora curatorial do Projeto Arte Contemporânea – SEBRAE, em Rio Branco, curadora educacional da exposição “Amazônia – A Arte no Museu Vale”, em Vitória, e no “Palácio das Artes”, em Belo Horizonte, em 2010. Curadora Educacional da Exposição Fermata de OSGÊMEOS no Museu Vale em Vitória – ES em 2012. Assinou a curadoria educacional da exposição “Das Viagens, dos Desejos, dos Caminhos”, em 2014, sob a curadoria geral de  Bitu Casudé, no Museu Vale, em Vitória, a curadoria da mostra itinerante do Circuito das Artes  “Triangulações”, em Belém, em 2014, e foi avaliadora de seleção “Rumos Itaú Cultural”, das edições 2015, 2016 e 2017 e curadora indicadora do Prêmio Pipa 2017. Esteve à frente ainda da curadoria das exposições “Mastarel: Rotas Imaginais”, da artista Elaine Arruda, no Banco da Amazônia, em 2019; “Tecidos de Certeza”, da artista Elisa Arruda, na Galeria Elf, em 2019; “Em Casa”, da artista Elisa Arruda, no Banco da Amazônia, no ano de 2021; bem como da “Coleção Eduardo Vasconcelos”,  nas Galerias Theodoro Braga e Benedicto Nunes, no Centur, em Belém, em 2021 e  da primeira Bienal das Amazônias,  em 2022.  Participou da comissão de Seleção do 24º Salão Anapolino de Arte, em 2019, da comissão de seleção do edital “Rumos Itaú Cultural”, em 2019/2020, e foi organizadora da “Coleção Guajará”, para o Museu de Artes Plásticas de Anápolis GO, no ano de 2021. Vânia Leal nasceu em Macapá, mas vive e trabalha em Belém.

SERVIÇO

Regulamento: https://inclusartiz.org/

Inscrições através do email: residente@inclusartiz.org

Período de inscrições: 14 de janeiro a 13 de fevereiro

Período de seleção do Júri: 14 de fevereiro a 13 de março

Divulgação do resultado: 18 de março 

Início das residências: 28 de março 

Vagas: 8 (4 para artistas e 4 para curadores/pesquisadores)

Divisão: 3 artistas brasileiros, 3 curadores/pesquisadores brasileiros, 1 artista africano e 1 curador/pesquisador africano.

Duração: 4 semanas por dupla; 16 semanas no total

INSTITUTO INCLUSARTIZ FECHA 2021 COM IMPORTANTES REALIZAÇÕES

Iniciativas incluem a inauguração de nova sede no Centro do Rio, estreia na Art Rio,
projeto de educação ambiental no Piauí com Marcela Cantuária, recorde de
inscrições para residências artísticas na Delfina Foundation e exposição de Xadalu Tupã Jekupé

Mesmo diante de um ano com tantas dificuldades para o segmento de arte e cultura do país, o Instituto Inclusartiz conseguiu realizar iniciativas relevantes, reforçando a sua importância na fomentação da arte contemporânea nacional. 

O mês de setembro marcou simultaneamente a estreia do Inclusartiz na ArtRio, um dos principais eventos de arte da América Latina, e a inauguração de sua nova sede, um casarão centenário na Praça da Harmonia, na Gamboa, Centro do Rio. Na feira, o Inclusartiz revelou um pouco de sua história de quase 25 anos, com a apresentação de imagens do sólido programa de residências artísticas, que já contou com mais de trinta artistas e curadores brasileiros e estrangeiros, bem como de grandes exposições realizadas ao longo de sua trajetória. 

Trabalhos de alguns dos artistas que passaram pelo Instituto, como Maxwell Alexandre, Manauara Clandestina e Xadalu Tupã Jekupé, também ocuparam o estande no evento, enquanto a nova sede do instituto abriu as suas portas para que o público pudesse conferir o ateliê aberto de Xadalu Tupã Jekupé (RS), residente do Instituto à época.

O espaço recém-inaugurado, batizado de Centro Cultural Inclusartiz, nasceu com o objetivo de potencializar ainda mais os valores intrínsecos ao DNA do Instituto Inclusartiz – a inclusão através da arte, do diálogo e da troca de experiências –, dando prosseguimento à programação já existente: intercâmbios culturais de artistas e curadores; realização de exposições; edição de publicações de artes visuais; programa de residências artísticas; e projetos educacionais. 

Outro destaque foi a atividade de educação ambiental ‘Murais Caju – Manatí’, em Cajueiro da Praia (Piauí). Na ocasião, a artista Marcela Cantuária pintou muros e fachadas nas principais ruas da cidade para chamar a atenção para a preservação do peixe-boi, verdadeiro símbolo da região, ajudando a construir uma nova identidade visual dos espaços urbanos do local.

A produtiva parceria de cinco anos entre o Inclusartiz e a prestigiada instituição inglesa Delfina Foundation, que seleciona anualmente um artista brasileiro para participar de uma residência artística de três meses na sede da instituição em Londres, também cresce a cada ano. O programa, que até 2019 contemplava apenas artistas do Rio de Janeiro, ampliou o seu escopo para talentos de outras regiões. Em 2021, o edital direcionado a candidatos da região Centro-Oeste atingiu o número recorde de 140 inscrições, indicando, ao final, o artista goiano Talles Lopes.  

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Exposição “Tekoa Xy ‘A terra de Tupã”, de Xadalu Tupã Jekupé no Centro Cultural Inclusartiz. Foto: Wagner Knox

Para fechar o ano e dar as boas-vindas para 2022, o instituto inaugurou em dezembro a programação expositiva de seu novo espaço com o projeto “Tekoa Xy ‘A terra de Tupã”, de Xadalu Tupã Jekupé. em conformidade com um de seus princípios norteadores fundamentais, o de promover a inclusão de artistas de diferentes raças, gêneros, culturas e orientações sexuais. Principal nome da arte urbana do Rio Grande do Sul, descendente da tribo dos Guarani e defensor da causa indígena, o artista apresenta uma seleção de aproximadamente 20 obras de todas as fases de sua carreira. A exposição que fica em cartaz até fevereiro de 2022 tem curadoria de Aldones Nino. 

Confira outras ações que o Instituto Inclusartiz promoveu em 2021:

  • Residência Artística do Arjan Martins na Holanda
  • Adoção da Praça da Harmonia (Gamboa)
  • Exposição “Pardo é Papel” do Maxwell Alexandre no Tomie Ohtake (SP)
  • Lançamento do catálogo exposição exposição “Pardo é Papel” do Maxwell Alexandre no Tomie Ohtake (SP)
  • Finalização da Residência Artística da Manauara Clandestina na Delfina Foundation (Londres) e no Piramidón (Barcelona)
  • Parceira na exposição “Pitiú de Cobra” da Manauara Clandestina na Galeria Delirium (SP)
  • Exposição Manaura Clandestina na Casa Lisboa70 (Portugal)
  • Lançamento do Podcast “Arte da Gente” produzido pelo Instituto Inclusartiz
  • Parceria com a curadora indígena Naine Terena para o Podcast “Arte da Gente”
  • Parceria com a revista SELECT para o Podcast “Arte da Gente”
  • Parceria com a artista indígena Sueli Maxacali para instalação de sua obra na Bienal de São Paulo
  • Parceria na produção do livro “Quero te dar o corpo total do dia“ com ilustrações da artista Marcela Cantuária

PRINCIPAL NOME DA ARTE URBANA GAÚCHA, XADALU INAUGURA SUA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL NO RIO, NO CENTRO CULTURAL INCLUSARTIZ

Em cartaz a partir de 9 de dezembro, Tekoa Xy “A terra de Tupã” traz cerca de 20
obras de toda a carreira do artista e marca também a abertura oficial da
programação expositiva da nova sede do instituto, na Gamboa

Um dos principais nomes da arte urbana do Rio Grande do Sul, o artista Xadalu Tupã Jekupé inaugura no dia 9 de dezembro a sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro. Uma seleção de aproximadamente 20 obras de todas as fases de sua trajetória tomará as paredes do segundo piso da nova sede do Instituto Inclusartiz, um enorme casarão histórico e centenário na Praça da Harmonia, na Gamboa.

“É uma grande honra receber o artista Xadalu Tupã Jekupé na nova sede do Instituto Inclusartiz, cuja vocação é ser um espaço experimental de arte e educação, com as portas sempre abertas para diálogos”, celebra Frances Reynolds,
fundadora do instituto.

Intitulada “Tekoa Xy ‘A terra de Tupã’”, a mostra com curadoria de Aldones Nino marca também a abertura oficial da programação expositiva do novo espaço, que, em julho deste ano, recebeu o próprio Xadalu para uma residência artística de um mês.

“Fico muito entusiasmado em abrir a casa com essa exposição porque ela fala do tempo, do espaço e da memória, dos povos originários que viveram e ainda vivem no Brasil. É também uma forma de colocar em pauta esse espaço onde a casa é localizada, um bairro colonial que abriga o Morro da Providência, a primeira favela do Rio de Janeiro. E o que também me traz imensa alegria é saber que a comunidade está sempre presente, como esteve durante a produção da exposição, mostrando que a arte pode sempre ligar pessoas”, afirma Xadalu.

Obra: Yvy ́i (2019) – Técnica: Gravura em Metal, terra da aldeia Pindó Mirim

Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, o artista é descendente dos indígenas que historicamente habitavam as margens do Rio Ibirapuitã. Comprometido com a defesa da causa, da cultura e das narrativas de seu povo, despontou em 2004 ao espalhar adesivos com um rosto ilustrado de um índio sorridente nas ruas de Porto Alegre. Dali em diante passou a usar elementos da serigrafia, pintura, fotografia e objetos para abordar em forma de arte urbana o tensionamento entre a cultura indígena e ocidental nas cidades.

“Essa exposição é o reflexo de todo o ato colonial, dessas tentativas de extermínio e apagamento dos povos originários. Ela faz um contraponto, reivindica, questiona e enfrenta, mostrando que a comunidade está viva, continuará viva e estará sempre presente”, revela o artista, que apresenta na exposição um repertório de linguagens múltiplas, incluindo pinturas, instalações e vídeos.

“Os trabalhos aqui reunidos, localizam-se em uma encruzilhada ontológica, pois refletem um amálgama entre a descoberta de si, realizada a partir do desdobramento de sua ancestralidade Guarani, e a elaboração de trabalhos artísticos que extrapolam a subjetividade ao posicionar-se criticamente diante das políticas de apagamentos e catequização que marcam a história da nação, forjada à revelia de grande parte da população”, completa o curador Aldones Nino.

SOBRE O ARTISTA

Foto: Mayra Silva

Xadalu Tupã Jekupé é um artista mestiço que usa elementos da serigrafia, pintura, fotografia e objetos para abordar em forma de arte urbana o tensionamento entre a cultura indígena e ocidental nas cidades.

Sua obra, resultado das vivências nas aldeias e das conversas com sábios em volta da fogueira, tornou-se um dos recursos mais potentes das artes visuais contra o apagamento da cultura indígena no Rio Grande do Sul.

O diálogo e a integração com a comunidade Guarani Mbyá permitiram ao artista o resgate e reconhecimento da própria ancestralidade. Nascido em Alegrete, Xadalu tem origem ligada aos indígenas que historicamente habitavam as margens do Rio Ibirapuitã.

As águas que banharam sua infância carregam a história de Guaranis Mbyá, Charruas, Minuanos, Jaros e Mbones — assim como dos bisavós e trisavós do artista. De etnia desconhecida, eles eram parte de um fragmento indígena que resistia em casas de barro e capim à beira do Ibirapuitã, dedicando-se à pesca e vivendo ao redor do fogo mesmo depois do extermínio das aldeias da região.

A revelação de seu nome espiritual guarani, Tupã Jukupé, em batismo Nhemongarai (ritual de nomeação), pelo centenário cacique Karai Tataendy Ocã, é parte da reconexão de Xadalu com sua ancestralidade indígena.

Como escreveu o cacique geral Mburuvixá Tenondé Cirilo Karai: “Xadalu Tupã Jekupé é guarani, pois ele sente e vive no mundo guarani e tem seu espírito guarani. Não é por acaso que isso aconteceu, ele é um ser especial, foi nosso Deus Nhanderu que mandou ele, pois existem guerreiros enviados pelos deuses para salvar o seu povo, e o nosso Deus mandou Xadalu para salvar a história do povo Guarani Mbya através da arte”.

Nas palavras de Paulo Herkenhoff, “Xadalu não fica à espera por mudanças na sociedade, mas busca agenciar sua potência para agir na escala individual”. O renomado curador também afirma que “a arte de Xadalu não vai mudar o mundo, mas pode alterar nosso olhar sobre as coisas”.

Em 2020, sua obra “Atenção Área Indígena” foi transformada em bandeira e hasteada na cúpula do Museu de Arte do Rio. Meses depois, venceu o Prêmio Aliança Francesa com a obra “Invasão Colonial: Meu Corpo Nosso Território”, que o levou a uma residência artística na França (2021).

Exposição: Tekoa Xy “A terra de Tupã” – Xadalu Tupã Jekupé
Centro Cultural Inclusartiz: 
Abertura: 
9 de dezembro, das 17h às 21h
Visitação: Sexta, sábado e domingo: 11h às 18h

Entrada franca

INFORMAÇÕES À IMPRENSA
FACTORIA COMUNICAÇÃO

www.factoriacomunicacao.com
Vanessa Cardoso ( vanessa@factoriacomunicacao.com )
Eduardo Marques ( eduardo@factoriacomunicacao.com )
Pedro Neves ( pedro@factoriacomunicacao.com )

MAXWELL ALEXANDRE APRESENTA OBRAS INÉDITAS EM SUA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL EM PARIS

Intitulado ‘Novo Poder’, projeto a ser inaugurado no dia 26 de novembro, no Palais de Tokyo, é um desdobramento de “Pardo é Papel”, mostra que popularizou o artista e foi viabilizada pelo Instituto Inclusartiz

Um dos nomes mais incensados da arte contemporânea brasileira, o artista Maxwell Alexandre vem conquistando cada vez mais o seu espaço no outro lado do Atlântico. No dia 26 de novembro, o jovem carioca criado na favela da Rocinha vai romper uma nova fronteira ao inaugurar sua primeira individual em Paris, a meca das artes visuais no mundo. Intitulado “Novo Poder”, o projeto com curadoria de Hugo Vitrani apresenta no Palais de Tokyo uma série de 42 obras inéditas. Contumaz provocador, Maxwell questiona a predominância dos brancos no universo da arte contemporânea e faz uma autorreflexão sobre o seu protagonismo no museu europeu. 

“Eu embranqueci. Este é o verdadeiro significado de mostrar meu trabalho em Paris, no Palais de Tokyo. Não é possível estar nesses espaços, com todo o prestígio que eu venho tendo enquanto artista, sem antes ter me tornado mais branco”, ironiza. 

O Instituto Inclusartiz foi um importante incentivador da carreira do artista desde a sua primeira grande exposição solo, a aclamada “Pardo é Papel”, de 2019, que, segundo Maxwell, foi o embrião da nova mostra. 

“Na série Novo Poder eu exploro a ideia da comunidade preta dentro dos templos consagrados de contemplação de arte: galerias, fundações e museus. Eu trabalho com ênfase em três signos, o preto, o branco e o pardo. O preto é manifestado pela figuração de personagens negros, envoltos pelo branco, o “cubo branco”, espaço expositivo, conhecimento acadêmico, se relacionando com obras de arte, o pardo, uma autorreferência ao próprio papel, suporte principal de pintura da série”, explica o artista. 

Na exposição, Maxwell traz corpos negros em cubos brancos, cenas de confronto com a polícia, correntes de ouro reluzentes, símbolos ligados ao futebol ou à igreja, revelando cartografias caóticas e a complexidade da vida carioca. Em paisagens com rostos inacabados, corpos se movem, dançam e se chocam. Cenas do cotidiano (do artista e de sua comunidade) se misturam a ícones da cultura pop (o negro Power Ranger), símbolos de publicidade e logotipos de marcas populares (Danone e seus laticínios, Capri e suas piscinas infláveis de plástico nos telhados das favelas) e personalidades icônicas, como os rappers Biggie Smalls e Tupac antes de matar um ao outro; Jay-Z e Beyonce que gravaram um videoclipe no Louvre; ou personalidades políticas como Marielle Franco.

“Às vezes, você precisa acertar o racismo na cara, mas não sou corajoso o suficiente para acertar alguém, então, em vez disso, eu pinto”, afirma Maxwell.

A exposição tem como alvo o mundo da arte contemporânea, o seu mercado e os seus cubos brancos, e outros “espaços brancos”, como territórios de poder onde a luta racial e social ossifica. 

“‘Pretos no topo’ virou slogan do rap local. Eu primeiro observei esse fenômeno à distância, depois quis mostrar sua implicação na arte contemporânea e destacar que aí estão os vencedores porque é aí que o capital intelectual está concentrado. Não se trata apenas de dinheiro, mas de controlar a narrativa e a imagem. Ocupar e controlar esses espaços é consequência de uma aliança poderosa. Nós, negros, devemos estar atentos a esses lugares pensados para que não os possamos ver. Devemos estar fisicamente presentes, assistir a inaugurações, ir a galerias e museus, aprender sobre arte e consumir cultura em todas as suas formas”, pondera o artista. 

Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica reabre as portas no Dia Nacional da Cultura com apoio do Instituto Inclusartiz

Reinauguração do espaço será no dia 5 de novembro com exposição de obras inéditas de Oiticica, exibição de um filme sobre o artista, show ao ar livre de Chico Brown e uma performance de dança, entre outras atrações

Fechado desde o início da pandemia, o Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica será reaberto no dia 5 de novembro com uma exposição de obras inéditas do artista carioca que dá nome ao local, incluindo duas instalações penetráveis projetadas por ele, mas nunca executadas. A data que marca o retorno das atividades, cravado simbolicamente no Dia Nacional da Cultura, contará ainda com a exibição do longa-metragem “H.O.”, de Ivan Cardoso, show ao ar livre de Chico Brown e performance de dança com direção de Regina Miranda (veja a programação completa abaixo).

“É um novo modelo de parceria com o poder público e também de apresentação da obra de Hélio Oiticica. Não se trata apenas de uma exposição, mas uma nova proposta, principalmente o diálogo entre o trabalho do Hélio e o Rio “, ressalta César, à frente do instituto” Projeto Hélio Oiticica “, responsável por conservar e divulgar o acervo, mantido na casa onde morou o artista no Jardim Botânico. 

A reinauguração do espaço, agora totalmente reformado, tem parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e apoio institucional do Instituto Inclusartiz.

“Faz parte da essência do Instituto Inclusartiz desenvolver parcerias com outras instituições culturais com o objetivo de fomentar o conhecimento da arte e abrir o terreno para o surgimento de novos artistas. Um centro desse porte e relevância merece reabrir as portas numa data tão significativa”, celebra Cristiano Vasconcelos, Diretor Executivo do Inclusartiz.  

Veja a programação:

15h: Exibição do filme “H.O.” (1979) DE IVAN CARDOSO.

Elenco: Caetano Veloso, Carlinhos do Pandeiro, Ferreira Gullar, Helio Oiticica, Lygia Clark, Nildo da Mangueira, Nininha, Waly Salomão.

Ideias de Oiticica sobre a incorporação da cor e suas intenções para os Parangolés são demonstradas no filme.

16h – CHICO BROWN – Performance musical no Penetrável Subterranean, ao ar livre.

Ao longo do dia:

Performance PERAMBULAÇÃO NO HO

Performance de dança com direção de Regina Miranda, no Penetrável, com a bailarina.

Maquetes dos Magic Squares e Subterranean Tropicália Projects, além de fotos e vídeos sobre os penetráveis e da obra “Rhodislância”, uma experiência coletiva que fez parte de um workshop na Universidade de Rhode Island. Também haverá o “Parangolé tenda” e a “Cama Bólide”. 

Na última galeria, a versão doméstica da “Cosmococa 2 Onobject”, pela primeira vez na história em sua edição interna.


Do lado de fora, na Rua Leopoldina, está o “PN10”, que ocupa 142 m² de espaço. Em sua estreia mundial, impulsiona e amplifica a importante relação com a cidade do Rio.

AGENDAMENTO

Para agendar sua visita, acesse: bit.ly/helioingressos.

Agendamento de visitas de hora em hora com capacidade máxima de 40 pessoas por hora. A entrada sem agendamento só será permitida se a capacidade máxima não estiver sido atingida.

A CONVITE DO INSTITUTO INCLUSARTIZ, ARJAN MARTINS COMPLETA METADE DA RESIDÊNCIA ARTÍSTICA DE TRÊS MESES NA PRESTIGIADA RIJKSAKADEMIE

Além da estada na Holanda, temporada de pesquisa na Europa contemplou passagens por cidades medievais francesas, uma visita reservada ao Louvre e um encontro com o arquiteto Christian Portzampark

Vencedor do Prêmio Pipa de 2018 e um dos destaques da Bienal de Arte de São Paulo deste ano, o artista Arjan Martins desembarcou na Holanda em setembro para uma residência artística de três meses na proeminente Rijksakademie. A temporada do carioca na principal academia de artes do país, que já está há mais de 150 anos em atividade, contou com o apoio do Instituto Inclusartiz.

“O Instituto Inclusartiz vem sendo fundamental para a minha projeção, um artista afrodescendente com mais de 60 anos de idade, ao me convidar para essa residência artística. E esse clima em que hoje me encontro na Europa me possibilitou uma introspecção sobre a minha pesquisa”, afirma o artista, que já começou a converter a experiência em novos estudos. “Muitas dessas introspecções e reflexões eu já percebo migrando para alguns quadros que já se encontram montados em linho no espaço renascentista do ateliê da academia”, revela.

Legenda: Grupo de artistas residentes da Rijksakademie na ilha de Schiermonnikoog (Holanda).

A programação da residência oferece uma série de workshops e palestras comandados por especialistas de suas áreas, em laboratórios com equipamentos de última geração para todos os suportes imagináveis. 

“Se o artista é um pintor, por exemplo, ele tem acesso a um laboratório com a assistência de um técnico bastante sofisticado, digamos assim, que pode apresentar uma paleta de cores que você não vê necessariamente em todos os lugares. Pode-se aprender também a manipular equipamentos de última geração, desenvolvidos para artistas que apreciam determinado tipo de suporte, como a madeira ou o metal, ainda que a sua produção esteja mais voltada para outra mídia. É uma grande porta para quem esteja transitando por outros suportes, no espaço mais tridimensional. Tem também uma oficina que opera com impressoras muito sofisticadas, em que o artista pode, a partir dali, desenvolver milhões de técnicas possíveis”, conta Arjan, cujas telas sobre as diásporas e os movimentos coloniais ocorridos em territórios afro-atlânticos integram coleções de museus brasileiros e do exterior.

Embora Arjan estivesse majoritariamente concentrado na academia holandesa, a residência permitiu também que ampliasse o estudo para além das fronteiras do país. O roteiro europeu contemplou o sul da França, com passagens por cidades medievais e pesquisas sobre artistas da época, bem como Paris, onde teve a oportunidade de trocar experiências com o renomado arquiteto Christian  Portzampark, a quem assinou um exemplar de seu livro, e teve a oportunidade de fazer uma rara visita reservada ao Louvre, por conta dos protocolos sanitários da pandemia.

Legenda: Na passagem por Paris, Arjan Martins no estúdio residência de Roberto Cabot (a esquerda), ao lado do arquiteto Christian Portzampark.

“Quando você se encontra numa residência de três meses na Rijksakademie, que traz uma escola de pintura bastante intensa, haja visto no Rijksmuseum, você faz o ponto de contato com toda a escola do país e também com uma ampla cena internacional. Nesse aspecto, também foi muito enriquecedor a passagem pela França. Nesse período pandêmico, poder fazer uma reserva no Louvre e poder ter a Gioconda na minha frente, só para mim, sem uma ilha de pessoas na frente, é algo inesquecível”, diz.

CONHEÇA TALLES LOPES, NOVO RESIDENTE DA DELFINA FOUNDATION

CONHEÇA TALLES LOPES, NOVO RESIDENTE DA DELFINA FOUNDATION

Artista foi selecionado na Open Call para a região do Centro-Oeste realizada em parceria com o Instituto Inclusartiz. 

Talles Lopes foi selecionado para a Residência Artística na Delfina Foundation, em Londres, promovida em parceria com o Instituto Inclusartiz, que abriu uma open call para artistas do Centro-Oeste brasileiro. Talles nasceu e trabalha em Anápolis, Goiás. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), ele vem desenvolvendo seu trabalho artístico e já participou de mostras como a XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo no Centro Cultural São Paulo (CCSP), a exposição “Vaivém” no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a 7ª edição do EDP nas Artes, no Instituto Tomie Ohtake.

Foto: Talles Lopes – Rafaella Pessoa

Nesta entrevista, ele conta um pouco sobre a sua trajetória, fala de sua expectativa para a residência internacional e reflete sobre a produção artística na região Centro-Oeste do país.

01. Talles, se você pudesse se descrever brevemente, quem seria o Talles Lopes? Fale um pouco sobre a sua trajetória até chegar neste momento especial.

Eu sempre fui muito entretido com desenho, imagem, forma e modelagem. Nunca tive nenhum domínio técnico apurado, mas sempre gostei muito e sempre gastei muito tempo com isso. Não venho de uma família que tenha contato ou interesse por artes visuais. Nunca foi nada comum na nossa realidade. Meu pai foi lavrador e depois militar e minha mãe é costureira até hoje. Não fazia parte da nossa realidade o fazer artístico.

Aqui em Anápolis, existe uma escola pública de artes (Escola de Artes Oswaldo Verano). É uma escola pública, do município. Ela é muito importante para nós, é pública, acessível, fica perto do terminal de ônibus da cidade. Com sete anos de idade, passei a frequentar essa escola, saí e voltei com onze anos e foi muito importante pra mim, para me envolver mais com desenho e também conheci pessoas que trabalhavam como artistas, foi uma abertura de mundo para mim.

Depois acabei me distanciando disso, entrei na adolescência, mas continuei desenhando, pintei muito na rua. Gostava de pintar desenho, fazer lambe-lambe. Isso de alguma maneira foi importante para que eu não me afastasse da prática de ofício. Não convivia mais com isso, mas continuei criando, desenhando, como uma prática diária de cotidiano.

Passada essa fase, eu fiz vestibular para Arquitetura na Universidade Estadual de Goiás, em Anápolis. Eu me surpreendi muito com o curso e, nos primeiros dias de faculdade, eu soube de uma oficina aqui em Anápolis também, numa Galeria Municipal de Arte (Antônio Sibasolly), onde acontece o Salão Anapolino de Arte. Acontecia uma oficina de Arte Contemporânea e eu nem conhecia esse termo Arte Contemporânea.

Tive oficinas de pintura e desenho com artistas de Goiás que já tinham uma trajetória. Tive um contato importante com o Divino Sobral, curador e crítico de arte aqui em Goiás. Conheci os conceitos básicos de Arte Contemporânea, foi muito importante por isso. No início, eu tive um grande estranhamento. Achei algo distante. O estranhamento também é uma experiência com arte. Achava tudo muito careta a ideia de galeria, era tudo muito comportado. Eu demorei um pouco pra digerir e me interessar de fato.

Apesar do estranhamento, foi muito importante porque passei a me familiarizar e me identificar não somente com a ideia de expor, com a coisa clean. Passei pelo jeito de fazer as coisas, organizar o pensamento, o modo de operar, o processo de pesquisa. Isso tudo surgiu de forma muito potente e valiosa pro fazer criativo.

Aí que talvez eu me imaginei ou me entendi como uma possibilidade de ser artista , como profissão e me dedicar pro futuro. Isso foi em 2015, quando fiz a oficina e entrei na faculdade. E tudo foi se costurando, as coisas novas que eu tinha contato, a experiência com a galeria, eu sabia muito pouco. Anápolis foi um lugar muito importante nesse processo, me senti acolhido, me deu oportunidade de aprender, descobrir, ter a oportunidade de fazer a oficina etc.

A partir disso, fui me enveredando nessas coisas, passei a produzir com mais dedicação e vigor, reservei um tempo para isso. Em 2015, participei do Salao Anapolino de Arte e, em 2016, fui premiado e o auxílio financeiro foi fundamental. Se não fosse esse recurso, não ia conseguir comprar tinta, papel. A primeira vez que fui em loja de arte eu fiquei muito surpreso com os valores. Se não fosse esse prêmio, não teria como fazer o que eu queria. O prêmio me deu condição de continuar fazendo.

02. Como você acha que a Residência Artística em Londres pode refletir em sua produção artística? Como recebeu a notícia da seleção?

Eu fico com a expectativa de que vai ser um momento de amadurecer e ter uma imersão no trabalho. Acredito que o intercâmbio com outros artistas e a instituição possa enriquecer o repertório e a discussão que está por trás do trabalho. O trabalho de arte é de certa maneira você costurando a sua realidade mais imediata, não necessariamente pessoal, mas subjetiva e local, daquilo que te atravessa como sujeito. É sempre a costura disso com a realidade um pouco mais ampla. O trabalho sempre faz essa ponte entre realidades e contextos diferentes. Acredito que por isso o trabalho é uma maneira muito potente de ler o mundo.

Estar na residência e estar em contato com culturas, curadores e artistas possa criar um amadurecimento e uma complexidade, pode fazer o meu trabalho ser atravessado por uma complexidade um pouco mais ampla. Acredito que o trabalho se torna mais passível e potente de dialogar com as questões mais previsíveis da minha realidade imediata. O trabalho amplia suas possibilidades de diálogo, é um processo de enriquecimento. Por isso a residência é tão importante.

Ao mesmo tempo, penso que a residência também dá uma dimensão muito prática, material da arte, dentro de um contexto social. Nós, como artistas, queremos a oportunidade de trabalhar, de ter retorno disso e se manter. Algo na dimensão de querer ter uma dignidade enquanto trabalho. Isso no Brasil é muito complexo, se paga para trabalhar, trabalha de maneira precária. Você romantiza o trabalho do artista. Você faz porque você ama e muitas vezes você não enxerga o artista como trabalhador. A residência te dá oportunidade de trabalhar, de pesquisar, de aprofundar na sua investigação poética, são condições práticas mesmo. Não somente no momento da residência, mas também o respaldo que segue depois. Imagino que a residência possa legitimar um artista como profissional da arte, a residência é uma das estâncias que promove isso. Penso que seguir com a carreira e a investigação poética é muito mais possível depois disso. Penso que a residência abre caminhos para se continuar trabalhando.

03. Você é graduado em Arquitetura e Urbanismo. Como essa formação influencia, interfere e dialoga com a sua produção artística?

Depois desse momento mais inicial, participei de outras exposições e salões, me aproximei de alguns artistas daqui, conheci São Paulo, me aprofundei na prática artística, na pesquisa, outras coisas. A faculdade de Arquitetura cruzava muito com tudo o que eu estava fazendo. Comecei pintando e desenhando mapas. O que eu fazia era muito alicerçado no que aprendia na aula de desenho técnico.

A gente tinha a fase de desenhar a mão, aprendi muita coisa técnica sobre traço, espessura, trabalhar com nanquim. Coisas básicas e bem técnicas que talvez não sejam tão comuns em uma escola de artes, que eu não fiz. Todo esse repertório prático e técnico foi se desdobrando no trabalho que eu fazia com mapas. Porque fazer um mapa é a mesma lógica de fazer uma planta, por exemplo. O contato com a graduação me fez pensar em cidade, em espaço público e todas as problemáticas disso, em escala da cidade, do país, as escalas das desigualdades e das segregações.

O espaço materializa essas questões que não são palpáveis, são abstratas. Ao mesmo tempo, na medida que foi passando o tempo, fui me interessando muito em como a arquitetura ia contando a história. A arquitetura carrega uma série de discursos, intenções, narrativas, significados. Passei a me interessar muito sobre com como dialogar e lidar com tudo isso que estava atravessado na imagem arquitetônica, não somente na experiência com a cidade.

A minha experiência na minha formação acabou me direcionando para um caminho, para uma pesquisa poética muito específica. Eu usava muito do tempo que eu tinha na instituição para correr atrás disso, de professor, biblioteca. Acaba que tudo era uma coisa só. Talvez não pela escolha, mas pela necessidade de fazer tudo.

Quando eu tava na graduação, participei de um grupo chamado Prisma. Um coletivo em que a gente tinha como principal pretensão fazer um trabalho de assessoria técnica. Um serviço de arquitetura, em escala urbana e coletiva, para pessoas que não tinham acesso a esse serviço. Esbarrávamos muito na questão da autoconstrução. Tiveram muitos mutirões de construção nos anos 80 no Brasil, isso era uma forma possível de acessar a moradia na época.

Partindo dessas discussões sobre direito à cidade, eu acabei pensando muito sobre essa questão de arquitetura que não foi feita por arquitetos, por alguém que não tenha formação e tenha outro repertório visual. Isso acabou me encaminhando para isso que eu tô fazendo agora, de catalogar e discutir essas modernidades que não são a modernidade do Lucio Costa e do Oscar Niemeyer. São espaços que eram construídos por pessoas comuns. Às vezes era construído por um morador, às vezes por um desenhista.

A gente estudava história da Arquitetura do Brasil e era tudo muito quadrado, muito limitado. Estudávamos as fases. Achava muito interessante observar como essas outras construções eram um lugar opaco dentro das histórias. Elas não existiam na história oficial. Então a faculdade e a prática artística se cruzaram nesse e outros momentos.

Foto: “A grande orla de Novo Aripuanã” – Ricardo Miyada

04. Descreva um pouco o seu processo criativo.

Não tenho método ou metodologia definida, formatada, algo que se repita de um trabalho para o outro. No geral, o processo de pesquisa, de acessar arquivo, principalmente online, isso de coletar imagens, de um período específico, ou pensar nas imagens de determinado contexto, que estão falando algo, coisas que estão veladas na imagem.

O trabalho surge no contato dessas imagens de arquivo ou mapas. Imagens que estavam em exposições antigas. São imagens icônicas, que tem valor histórico ou documental. O trabalho vai surgindo na medida que decido me debruçar sobre essas imagens, pensar no que elas estão falando e pensar como o que eu estou produzindo dialoga com essa imagem que estou pesquisando. E como ela pode embaralhar as coisas.

A gente pega as imagens históricas e elas estão se esforçando para contar alguma coisa, uma narrativa, estão muitas vezes carregadas de pretensão. Meu trabalho entra no sentido de embaralhar a história oficial que essas imagens se esforçam para contar. Não no sentido de propor um outro cânone da imagem, mas desfazer uma imagem de cânone, a ponto de não saber onde está o cânone, desfazer essa história, fragmentar e dissolvê-la. Muito mais do que sobrepor uma história por cima. A história oficial é um centímetro da história que acontece todo dia.

05. Quais as suas principais referências artísticas? Que artistas influenciaram a sua formação?

Não tive formação no campo das Artes. Eu percebo que foi uma espécie de escola pra mim aquela parte inicial, das escolas públicas de artes e desenho. Essa convivência de alguma maneira definiu muito meus interesses e gostos pelas coisas. Difícil pensar como cheguei aqui sem relação com esses espaços. Foi uma escola pra mim.

06. Como você analisaria a atual produção artística no Centro-Oeste?

Goiás e o Centro Oeste do Brasil tem um contato com a história muito quadradinha, muito hegemônica, do que são as tradições e heranças desses espaços. Goiás mesmo é sempre aquilo de falar da construção de Goiânia, a década de 30, a cidade moderna. Acho que a produção artística atual é muito interessante porque permite pensar o processo histórico, esse imaginário coletivo que a gente partilha, além de dar outras possibilidades de pensar o esgotamento da narrativa oficial. Dá para pensar em desvio e outros lugares. A produção artística é fundamental e tem um papel super importante nesse sentido. É uma produção que sofre muito porque não tem estrutura laboral, pra trabalhar, fazer o básico. É muito escasso, me parece que no Mato Grosso também é muito complexo.

São regiões que não dialogam entre si no cotidiano. Todo mundo dialoga com o Centro-Sul do país. Ao mesmo tempo, penso que é muito importante fazer um esforço em fazer essas pontes, de dialogar dentro do Centro Oeste. A produção dos artistas, críticos e curadores. Estamos em um contexto mais diverso do que 20 anos atrás. Eu particularmente fico muito animado com o que vejo no Centro Oeste.

INSTITUTO INCLUSARTIZ REALIZA AÇÃO CULTURAL NO PIAUÍ COM A ARTISTA MARCELA CANTUÁRIA EM QUE CHAMA A ATENÇÃO PELA PRESERVAÇÃO DO PEIXE-BOI

Muros de Cajueiro da Praia receberam pinturas da artista e de moradores locais

O Instituto Inclusartiz reafirma a sua missão de promover, através da arte, atividades de educação ambiental com uma ação em Cajueiro da Praia (Piauí). Batizado de ‘Murais Caju – Manatí’, o projeto trouxe a artista Marcela Cantuária, que pintou muros e fachadas nas principais ruas da cidade para chamar a atenção para a preservação do peixe-boi, verdadeiro símbolo da região. 

Idealizada pelo Inclusartiz, a ação tem a parceria da Prefeitura Municipal de Cajueiro da Praia, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de Vieira Rezende Advogados e da Galeria A Gentil Carioca. Marcela Cantuária compartilhou seu talento para ajudar na construção de uma nova identidade visual dos espaços urbanos do município.

Legenda: “O Mar onde o Céu Flutua” Mural de 4 x 7 m da artista Marcela Cantuária na sede do ICMBIO em Cajueiro da Praia.

‘Tive uma troca com a comunidade, fui conhecendo todos muito rápido, pescadores, marisqueiras, as crianças do lugar. Temos esse eixo ambientalista, a nossa grande estrela é o peixe-boi, mas também falamos dos nativos, os índios tremembés, as tradições, como a celebração de Santa Adelaide, uma santa não canonizada, e das casas tradicionais’, conta Marcela, que chama a atenção para a participação e o envolvimento das crianças em todo o processo de criação e produção dos murais. ‘Aqui a pintura está à serviço de algo maior, do ambientalismo, das ações coletivas, da participação de todos, de plantar a semente com essas crianças. A vontade é pensar na continuidade desse projeto’, relata a artista.

Legenda: Elkson, criança de Cajueiro da Praia que participou das oficinas de pintura.

Instituto Inclusartiz faz sua estréia na ARTRIO 2021

Participação no evento acontece no momento em que o Instituto inaugura a nova sede, na Praça da Harmonia, Zona Portuária do Rio de Janeiro

Pela primeira vez, o Instituto Inclusartiz participará da ArtRio, um dos principais eventos de arte da América Latina, que acontece entre 8 e 12 de setembro. O stand do Inclusartiz contará um pouco de sua história, desde a fundação, em 1997, até a inauguração da nova sede, agora em 2021, na Praça da Harmonia, Zona Portuária do Rio de Janeiro. Entre as atrações, o visitante poderá conhecer melhor a história do Instituto, o programa de residências artísticas do Inclusartiz, que já contou com mais de trinta artistas e curadores brasileiros e estrangeiros. 

Obras de alguns desses artistas, como Maxwell Alexandre, Manauara Clandestina e Xadalu Tupã Jekupé, também estarão no stand do Instituto no ArtRio. Durante o período da feira, a sede do Inclusartiz estará aberta para a visitação. Os frequentadores da feira poderão conferir o atelier aberto em que trabalha atualmente o artista Xadalu Tupã Jekupé (RS), atual residente do Instituto.

Além de prosseguir com a programação já existente – que inclui intercâmbios culturais de artistas e curadores; realização de exposições; edição de publicações de artes visuais; programa de residências artísticas; e projetos educacionais –, o instituto deseja expandir os horizontes para além das portas desta nova sede.