Akemi Herráez Vossbrink

BIOGRAPHY

Akemi Herráez Vossbrink é Curadora Visitante em Pinturas Espanholas na
Galeria Nacional Spanish Paintings at The National Galley. Ela auxilia
na curadoria de duas exposições recentes sobre os pintores espanhóis
Bartolomé Bermejo e Joaquín Sorolla. Isto envolve solicitar empréstimos,
redigir legendas, escrever textos para os catálogos das exposições, trabalhar nas exibições e liderar tours das exposições. Ela também tem interesse em intercâmbios artísticos transatlânticos entre Ibéria e América Latina e explora este tópico em sua tese doutoral que foca na presença do artista espanhol barroco Francisco de Zurbarán na América Latina. Ela escreveu publicações neste tópico e organizou uma conferência no comércio artístico entre a Espanha e suas vice-realezas. Como a maioria de sua pesquisa tem focado nos intercâmbios entre Espanha e América Latina, ela gostaria de expandir seu escopo para Brasil e Ásia considerando rotas comerciais alternativas. O Programa de Residência Inclusartiz a permitirá desenvolver este interesse ao focar nos elementos chineses nas artes decorativas e igrejas do Brasil no século XVIII.

https://nationalgallery-uk.academia.edu/AkemiLuisaHerr%C3%A1ezVossbrink/Analytics/activity/overview

https://www.ceeh.es/en/autor/herraez-vossbrink-akemi/

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Experiência profissional

Julho de 2018 a Maio de 2020 (bolsa de 22 meses)
Curadora Visitante CEEH em Pinturas Espanholas na Galeria Nacional, Londres
Assistente curatorial para as exposições da Galeria Nacional Bartolomé Bermejo: Master of the Spanish Renaissance e Sorolla: Spanish Master of Light. Isto envolveu trabalhar junto aos meus supervisores curatoriais Letizia Treves e Chris Riopelle discutindo empréstimos com museus e emprestadores, sugerindo exibições, conduzindo verificações de proveniência, escrevendo verbetes e um artigo para os catálogos, redigindo legendas, trabalhando com diferentes departamentos, traduzindo textos, organizando conferências e dias de estudo e liderando tours das exposições.
– Trabalho com as pinturas espanholas na coleção permanente na Galeria Nacional auxiliando com rearranjos, redigindo legendas, sugesrindo novas atribuições e atualizando o catálogo online com descrições curtas e longas.

Setembro de 2014 a Agosto de 2015
Estagiária de Pós-Graduação no Departamento de Pinturas do Museu J. Paul Getty, Los
Angeles.
– Atualizei as bibliografias e proveniências no catálogo online através de consulta aos arquivos de negociantes Duveen e Knoedler no Centro de Pesquisa Getty.
– Trabalhei próxima ao curador Peter Kerber auxiliando-o com as exibições da coleção permanente, assim como a exposição J. M. W. Turner: Painting Set Free.
– Conduzi pesquisa de catálogo para as seguintes exposições da Getty: Eyewitness Views: Making History in Eighteenth-Century Europe and Unruly Nature: The Landscapes of Theodore Rousseau.

Setembro de 2012
Estagiária no Departamento de Pinturas do Século XIX na Christie’s South Kensington,
Londres.
– Exibi pinturas para leilão na venda de setembro de Pinturas do Século XIX.
– Pesquisei e escrevi descrições de pinturas nos catálogos de venda.

Julho de 2011
Voluntária na Fundação Amigos del Prado, Museu do Prado, Madri.
– Preparei e coordenei a série de aulas de verão do Museu do Prado.
– Desenvolvi habilidades de relações públicas na recepção da Fundação.

Educação

Outubro de 2015 – submissão de tese esperada entre maio e junho de 2020

Estudante de Doutorado em História da Arte, Universidade de Cambridge, Cambridge,
Inglaterra.
Setembro de 2013 – Agosto de 2014
Mestrado Acadêmico em História da Arte, Universidade de Edimburgo, Edimburgo,
Escócia.
Outubro de 2010 – Junho de 2013
Bacharelado em História da Arte, Universidade de Cambridge, Cambridge, Inglaterra.

Resumo da Tese de Doutorado

Minha tese trata do recepção na América Latina do artista da Era de Ouro da Espanha Francisco
de Zurbarán, especificamente no Peru e México. Focando em sua série de pinturas destinada às
Américas, tópicos como comércio transatlântico, colaborações de workshops, cópias coloniais e
coleções de pinturas espanholas na América Latina são considerados.

Bolsas/Auxílios

Outubro de 2015 – Junho de 2018 Bolsa Doutoral de Estudos Espanhóis CEEH Nigel
Glendinning, King’s College, Universidade de Cambridge.
Setembro de 2014 – Agosto de 2015 Bolsa de Estágio de Pós-Graduação do Museu Paul
Getty.
Setembro de 2013 – Agosto de 2014 Bolsa de Mestrado Edimburgo Santander.

Publicações

“Zurbaranesque Tribes of Israel in the New World” em Zurbarán. Jacob and His
Twelve Sons. Paintings from Auckland Castle, catálogo de exposição Susan Grace Galassi,
Edward Payne e Mark A. Roglán, eds. (Dallas: The Meadows Museum; New York: The Frick Collection, 2017), pp. 74-86.
Gabriele Finaldi et al. Sorolla: Spanish Master of Light, catálogo de exposição (London: National Gallery; Dublin: National Gallery Ireland, 2019), cat. nos. 2, 6, 13, 21, 22, 23, 26, 27, 28, 32 e 34.
“Painting in Spain at the Time of Bartolomé Bermejo.” Em Bartolomé Bermejo: Master of the Spanish Renaissance, catálogo de exposição. (London: National Gallery, 2019), pp. 32-39.

Publicações futuras

“The Circulation of paintings by Zurbarán and Murillo in the New World.” The Global Art Market under the Spanish Empire 1500-1800. Journal for Art Market Studies, Technische Universität Berlin (Novembro ou Dezembro de 2019).

Conferências Organizadas

Artistic Trade between Spain and its Viceroyalties form the Sixteenth to the Eighteenth
Centuries, Conferência Nigel Glendinning, King’s College, Universidade de Cambridge, 22 de
Junho de 2018.

Idiomas

Espanhol e Inglês. Nativo bilíngue.
Francês. Leitura, escrita e fala avançadas.
Italiano. Escrita e leitura proficientes.
Alemão. Leitura e escrita básicas

Proposta Instituto Inclusartiz – Chinoiserie na Arte e Arquitetura Brasileiras no século XVIII
Akemi Luisa Herráez Vossbrink

Durante minha estada no Instituto Inclusartiz eu gostaria de desenvolver meu interesse em arte e arquitetura coloniais brasileiras. Já que minha tese doutoral é sobre a exportação de arte espanhola para as Américas, eu gostaria de expandir este tópico considerando mais
intercâmbios globais entre Brasil e Ásia. O Brasil tinha conexões ativas de comércio com Macau (China) como um dos principais portos portugueses na Ásia. Durante o período colonial, o século XVIII foi o período quando esta presença chinesa foi mais notável na arte e arquitetura brasileiras. Esta interpretação ocidental de motifs artísticos chineses, chamados chinoiserie, foi inicialmente desenvolvida na Europa atingindo o Brasil no começo do século XVIII. A Chinoiserie floresceu especialmente na região brasileira de Minas Gerais que se tornou
excepcionalmente rica com a descoberta das minas de ouro e diamantes. Este estilo se encontra na arquitetura de igrejas em cidades coloniais como Sabará, Mariana e Casa Atlas. O mais notável exemplo é a Igreja de Nossa Senhora do Ó em Sabará, cujo interior é coberto de
paineis vermelhos e azuis, imitando laca vermelha, com figuras orientais em ouro e prata.

Alguns estudos tem sido feitos nestas igrejas mas estes têm sido em sua maioria em português e não há muito trabalho comparativo com chinoiserie em outras partes da América Latina
colonial com exceção da notável exposição no Museu de Belas Artes de Boston e no Museu Winterthur, Delaware, intitulada “Made in the Americas: The New World Discovers Asia”(2015-2017). Também seria interessante explorar a origem dos artesãos que produziram
arte e arquitetura chinoiserie e se estes eram locais, europeus ou chineses. Estas perguntas podem ser respondidas ao consultar contratos e censos municipais na região de Minas Gerais, arquivados no Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte. Além de Minas Gerais, outra região onde motifs chinoiserie são incorporados na arquitetura é a Bahia. Nesta região há uma tradição única de cobrir os telhados com telhas, placas e porcelana chinesa chamada estilo embrechado, que é especialmente proeminente na Igreja do Antigo Seminário em Belém da
Cachoeira. Esta técnica nunca foi comparada a uma técnica similar na cidade de Tunja (Colômbia) onde o interior das igrejas pintados de vermelho são decorados com folheado, conchas e porcelana chinesa. Eu gostaria de explorar a razão do desenvolvimento desta técnica nestas regiões específicas e como elas tiveram funções diferentes dentro do espaço arquitetônico.

Além de chinoiserie na arquitetura, eu também gostaria de considerar sua presença na pintura, escultura e artes decorativas. Por exemplo, o Museu Arquidiocesano de Mariana tem uma escultura de Santa Cecília com  características asiáticas e o Museu da Inconfidência em
Ouro Preto tem um oratório pintado de vermelho  mitando laca e figuras orientais. Eu também gostaria de considerar a presença de objetos e vestuário chineses em retratos pictóricos coloniais exibidos proeminentemente no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Antes de conduzir meu trabalho de campo nas regiões de Minas Gerais e Bahia, eu gostaria de começar consultando a Biblioteca Nacional do Brasil. Há uma bibliografia primária e relatos históricos por autores brasileiros e portugueses lá que eu não tenho como acessar no Reino
Unido. Eu também gostaria de continuar pesquisando a presença chinesa nas fundações religiosas do Rio de Janeiro, como o Monastério de São Bento. Uma semana após conduzir este trabalho preliminar, eu gostaria de viajar por volta de duas semanas a Minas Gerais e
Bahia considerando como as igrejas e arte locais  incorporam elementos chineses e por que há um interesse especial nestas regiões . Eu então retornaria ao Rio de Janeiro para transformar todo o material colhido em uma apresentação que espero poder depois publicar como artigo.